Sem remédio
Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.
E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Florbela Espanca
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"Sem Remédio", de Florbela Espanca
Publicada por João Correia às 18:26Falta de Postura de Estado
Publicada por João Correia às 21:13A estreia de Duarte Bucho no Postura de Estado demonstra a falta da mesma. Entenda-se: a postura de Estado necessita de diplomacia e Duarte Bucho não a soube ter. Desde logo (e fico-me por aqui) pelas palavras injuriosas que usa para com o candidato do Partido Socialista, para com as suas atitudes e as suas acções. A mesma postura é usada para com um antigo assistente (talvez dos melhores) da Faculdade.
Enfim, um tom de caserna que não revela essa "Postura de Estado". Bem melhor e menos prolixa (apesar do tamanho) a estreia de Filipa Homem.
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